Você está em: Página Inicial » Pragas » Tripes
 
 
Planta
Entomofauna
Pragas
Tripes-da-goiabeira-serrana
Tripes-vermelho

Tripes-da-goiabeira-serrana
  
Phrasterothrips sp.
Thysanoptera:Phlaeothripidae

Descrição
Ocorrência
Reconhecimento dos danos

Descrição

         O tripes-da-goiabeira-serrana pertence ao grupo de tripes robustos da família Phlaeothripidae. Os adultos atingem de 1,5 a 2,5mm de comprimento e são de coloração marrom-escura uniforme, com antenas, asas e tíbias protorácicas claras (figura abaixo). As ninfas são amarelas com listras transversais vermelhas no tórax e abdome e com cabeça, escudo protorácico, pernas e segmento terminal do abdome pretos (figura abaixo). Os ovos são postos agrupados nos entumescimentos provocados pelos tripes, porém fora do tecido vegetal (figura abaixo).
          Nos poucos registros bibliográficos de insetos da goiabeira-serrana, esta espécie é relatada como sendo P. conducens Priesner, que também está associada ao pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e a outras duas mirtáceas. No entanto, este grupo de tripes necessita revisão taxonômica e as identificações de espécies não são confiáveis (S. Nakahara, com. pessoal).

Adultos do tripes-da-goiabeira-serrana
Indivíduos adultos do
tripes-da-goiabeira-serrana
Phrasterothrips sp.
Estágios de desenvolvimento do tripes-da-goiabeira-serrana
Adulto (direita), ninfa (esquerda) e
ovos (ao centro) numa folha de goiabeira-serrana
.

          Os tripes incidem em folhas em expansão, gemas apicais em brotação, botões florais, flores e frutos pequenos, formando colônias de vários indivíduos, principalmente ninfas.


Retorna Início Página inicial

Ocorrência

          A ocorrência do tripes-da-goiabeira-serrana, de outubro a junho, sempre está associada aos períodos de brotação da planta, e se acentua nos meses de outubro/novembro, fevereiro e abril. O período crítico do ataque ocorre nos meses de outubro e novembro, pois nesta época as plantas se encontram em floração e frutificação e a ação dos tripes se reflete diretamente na produção.

Gráfico de flutuação populacional
Flutuação populacional do tripes-da-goiabeira-serrana.
Número de colônias contadas em ponteiros, flores e frutos em 40 plantas
. Videira, SC.


Retorna Início Página inicial

Reconhecimento dos danos

          Nas folhas em expansão os tripes provocam a formação de verrugas, encarquilhamentos e outras deformações (figura abaixo). Os bordos das folhas curvam-se para baixo formando um tubo fino onde os indivíduos se abrigam (figura abaixo). Nas gemas apicais em brotação provocam a deformação completa dos primórdios foliares, impedindo o crescimento dos ramos.

Folhas com deformações
Folhas de goiabeira-serrana deformadas
pelo ataque de tripes
.
Tubo foliar de abrigo para os tripes
Tubo foliar de abrigo para o
tripes-da-goiabeira-serrana
.
Frutos infestados pela segunda espécie de gorgulho-do-fruto
Botões florais atacados por tripes (à esquerda) e
sadios (à direita)
.

          Em flores causam deformações e encarquilhamentos de sépalas e pétalas, o que muitas vezes impede a abertura das mesmas. No cálice e em frutos jovens, o ataque dos tripes faz surgir verrugas e entumescimentos (figura ao lado), que quando não provocam sua queda, deformam o fruto durante seu desenvolvimento.
          Por vezes encontrava-se, dentro dos tubos foliares de abrigo para os tripes, percevejos da família Miridae, provavelmente predadores do tripes. Contudo, não foi possível acumular indivíduos para a determinação da espécie.

Fonte: Hickel, E.R.; Ducroquet, J.-P.H.J. Pragas da goiabeira-serrana: Tripes (Phrasterothrips sp e Liothrips sp.) (Thysanoptera: Phlaeothripidae). Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, Londrina, v.22, n.2, p.381-384, 1993.

Retorna Início Página inicial


Tripes-vermelho
Liothrips sp.
Thysanoptera:Phlaeothripidae

Descrição
Reconhecimento dos danos

Descrição

         O tripes-vermelho também pertence ao grupo de tripes robustos da família Phlaeothripidae. Os adultos atingem em torno de 3mm de comprimento e são de coloração marrom-escura uniforme, porém mais esguios que os adultos do tripes-da-goiabeira-serrana e com antenas e tíbias protorácicas escuras (figura abaixo). As ninfas são completamente vermelhas com cabeça, escudo protorácico, pernas e segmento terminal do abdome pretos (figura abaixo).
          Pelas características das ninfas e adultos, esta espécie de Liothrips se aproxima de L. brasiliensis (Moulton), e apenas uma outra espécie do gênero, L. bondari (Moulton), é relatada sobre mirtáceas, cujas ninfas são diferentes no padrão de coloração.

Adulto e ninfas do tripes-vermelho
Indivíduo adulto e ninfas do
tripes-vermelho
Liothrips sp.
Ninfas do tripes-vermelho
Ninfas do tripes-vermelho em diferentes estágios
sob folha de goiabeira-serrana
.

          Os tripes-vermelhos incidem apenas nas gemas apicais em brotação, em agrupamentos de poucos indivíduos. Nas plantas presentes em capões de mata pode se encontrar agrupamentos mais numerosos, talvez devido a presença de outros hospedeiros nas proximidades.


Retorna Início Início da seção Página inicial

Reconhecimento dos danos

          O tripes-vermelho não provoca deformações nos tecidos vegetais. Nas folhas em expansão dos ponteiros atacados surgem manchas necróticas, mais visíveis na página superior da folha. Também pode sobrevir um leve retorcimento dos bordos da folha, pelo crescimento desigual do limbo foliar (figuras abaixo).

Ponteiro atacado por tripes-vermelho
Ponteiro em brotação infestado
pelo tripes-vermelho
.
Folha com sintomas de tripes-vermelho
Manchas necróticas e retorcimento dos bordos
em folha de goiabeira-serrana
.

          O tripes-vermelho, a princípio, será uma espécie menos importante para o cultivo da goiabeira-serrana, pois sua população não atinge as mesmas proporções das do tripes-da-goiabeira-serrana.
          Sua incidência, restrita aos ponteiros em brotação, também limita sua ação nociva.

Fonte: Hickel, E.R.; Ducroquet, J.-P.H.J. Pragas da goiabeira-serrana: Tripes (Phrasterothrips sp e Liothrips sp.) (Thysanoptera: Phlaeothripidae). Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, Londrina, v.22, n.2, p.381-384, 1993.

Retorna Início Início da seção Página inicial